quinta-feira, 23 de abril de 2009

O funil da seleção




Conheça os processos de recrutamento mais utilizados e veja como se comportar
Um bom currículo não garante emprego, mas, sim, a oportunidade de participar de um processo seletivo.
Se você preencher os requisitos básicos para determinada vaga, são grandes as chances de ser chamado para uma conversa particular.
Os processos seletivos variam de empresa para empresa.
Normalmente, incluem três etapas: dinâmica de grupo, entrevista e, se você for bem nessas duas, um bate-papo decisivo com o gestor, o dono da vaga.
Mesmo que você seja indicado, terá de passar por pelo menos uma dessas fases. Ajuste o comportamento e boa sorte!
DINÂMICA DE GRUPO - A dinâmica de grupo é defendida por muitos especialistas em recursos humanos como um instrumento eficiente de observação do comportamento humano. Nela, vários candidatos são colocados diante das mais diversas situações e suas reações são avaliadas por um ou mais observadores da empresa contratante. É uma forma de testar a capacidade de adaptação da pessoa, verificar como ela interage com o outro e, em alguns casos, como ela age sob pressão. A prática da dinâmica é voltada, principalmente, para trainees, analistas e profissionais da área de vendas.
Algumas dicas para passar pela dinâmica de grupo sem traumas: Procure entender as características do cargo para o qual está se candidatando. Você terá uma ideia do que se espera observar na dinâmica: criatividade, liderança ou colaboração. Elabore previamente uma apresentação com suas principais características. Faça também uma versão reduzida, para falar em 60 segundos. Procure demonstrar que tem como contribuir para o objetivo proposto. Nem tente ser o centro das atenções nem se omita. “Participe e deixe o outro participar”, diz Sílvia Nogueira, da consultoria Ricardo Xavier. Nem tente ser o centro das atenções nem se omita. “Participe e deixe o outro participar”, diz Sílvia Nogueira, da consultoria Ricardo Xavier. Em vez de só ficar pensando no que falar, preste atenção na pessoa que conduz a dinâmica e nos candidatos. Isso dará a munição que precisa.
ENTREVISTA - A entrevista é provavelmente a etapa mais importante dentro de um processo de seleção. É a oportunidade que você tem de se “vender”, mostrar por que é a pessoa certa para o cargo. Atenção: não exagere na dose. Senão, em vez de passar a imagem de um profissional preparado, pode ser tachado de arrogante. O segredo está no equilíbrio. “Se o candidato é muito lacônico, corre o risco de mostrar pouco conhecimento. Se fala demais, pode passar uma imagem de prepotência”, afirma Pérola Lucente, coordenadora da área de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier. Seja objetivo nas respostas. A entrevista serve para você complementar as informações que estão no currículo. Se o selecionador perguntar sobre os resultados alcançados em seu último emprego, cite fatos. Por exemplo: uma ideia sua que tenha ajudado a aumentar o lucro da empresa.Para estar afiado na hora da entrevista, siga algumas instruções: Selecione, previamente, as melhores histórias do seu passado profissional. Elas devem conter exemplos de criatividade, capacidade de resolução de problemas e de aprendizado. Dificuldades fazem parte da trajetória profissional. Os entrevistadores gostam de candidatos realistas. Se lhe perguntarem sobre fracassos, conte. Mas diga o que aprendeu com eles. Se você foi demitido do emprego anterior, não minta em relação a isso nem demonstre opiniões negativas relativas à empresa onde estava. Falar mal de chefes anteriores não pega bem. Elabore uma lista curta de questões. Pergunte quais serão suas responsabilidades, os planos da empresa, como seu desempenho será avaliado. Tal atitude é uma demonstração de interesse. Prepare-se para responder a perguntas acerca de seus pontos fracos; que situação difícil encontrou na carreira e como teve de lidar com ela. Fique atento aos sinais dados pelo entrevistador. Se ele estiver lhe interrompendo muito, por exemplo, é porque está querendo mais objetividade de sua parte. Pergunte ao entrevistador, ao final do encontro, que impressão ele teve de você. “Isso revela humildade e vontade de crescer”, diz Paulo Pontes, diretor-geral da Michael Page.
BATE-PAPO COM O GESTOR - Se você chegou até aqui, parabéns! Está na reta final. Conversar com o gestor da área, aquele que poderá ser seu chefe direto, é o último passo para ser admitido em uma empresa. As consultorias e departamentos de RH indicam, normalmente, três finalistas. A disputa é dura nessa fase. Você concorrerá com pessoas à altura de seu talento. Ao contrário das etapas anteriores, não há muito o que fazer, a não ser comportar-se de maneira natural. Os critérios de escolha tornam-se subjetivos e fogem ao controle do candidato. Empatia, por exemplo, é uma das qualidades mais destacadas. Há outras. Vai depender de quanto o gestor vai com a sua cara. Não se desmotive se ficar de fora.
IMAGEM É TUDO - A primeira impressão é a que fica, já diz o dito popular. Cientificamente, bastam dois segundos de contato para que o entrevistador forme, a partir da aparência, uma opinião a seu respeito. Por isso, capriche no visual para o dia da entrevista.
Fonte: Revista Você S/A

Existe vida emocional nas empresas?

Gilberto de Moraes – RH.com.br


Os vários papéis que vivenciamos no ambiente social, familiar e profissional são definidos como espaços psicológicos que possibilitam o exercício da vida emocional.
É através deles que exercemos nossa capacidade de vivenciar e desenvolver nossas emoções. Como são sempre captados pela mesma pessoa, não podem ser entendidos de forma distinta, porque tudo que se faz em uma esfera, acaba interferindo nas outras.
Dentre todos os papéis conhecidos, o profissional assume uma importância significativa para todos nós, absorvendo grande parte da nossa energia e preocupações, muitas vezes em detrimento do próprio papel familiar, por exemplo.
Tal valor pode ser mensurado pela lembrança do fato de que o trabalho, muitas vezes, se confunde com a nossa própria identidade como pessoa. Nesse caso, sempre procuraremos preservá-la a todo custo. Cabe observar que o exercício do papel profissional não se estabelece apenas quando estamos inseridos no ambiente organizacional. Mesmo fora da empresa, trabalhando como autônomo, em casa, por exemplo, também estaremos vivenciando esse papel em toda a sua complexidade. Muitos questionamentos podem surgir dessas reflexões. Um em particular - e que me motivou a escrever esse artigo - busca respostas para a seguinte questão: como o papel profissional é exercido em uma corporação?
Poderíamos falar de vida emocional nas organizações?
Antes de tudo, gostaria de citar um trecho de uma entrevista que o coach chileno Julio Olalla Mayor, mentor do Coaching Ontológico, concedeu à Revista HSM Management, em sua edição de junho de 2001. Perguntado sobre o que é Coaching, ele respondeu: "Coaching tem a ver com criar, na empresa, um espaço no qual se declare especificamente que, para obter êxito no que fazem, as pessoas precisam do apoio de outras. É o reconhecimento público de uma insuficiência, que não é ruim em si: preciso conversar em um âmbito declarado de aprendizado no qual eu sinta apoio, não só no sentido operacional, mas em minha "emotividade" e também em minha "corporalidade", porque enfrento situações que estão me superando". "As formas tradicionais de aprender, orientadas para habilidades específicas, são necessárias, é claro. Porém, além disso, existe outra necessidade de aprendizado que tem a ver com dimensões muito mais profundas do ser humano, que hoje aparecem com muita força, porque vivemos em um mundo que muda permanentemente e no qual é difícil se encontrar, inclusive consigo mesmo", completa. Como vemos, parece que o resgate da vida emocional, no verdadeiro exercício do papel profissional, deve ser levado em consideração quando se trata de adaptar as pessoas às mudanças.
Contudo, o que se observa é que o foco ainda insiste em se manter na valorização das competências técnicas, muitas vezes em detrimento das competências humanas, amplamente divulgadas como imprescindíveis para o sucesso das pessoas e, por conseguinte, das próprias empresas, mas pouco consideradas de fato. Nesse sentido, alguns poderiam argumentar, como já ouvi por diversas vezes, que a empresa não é lugar certo para se vivenciar "emoções", pois o mundo corporativo necessita de decisões e essas, como se sabe, pertencem ao plano da racionalidade.
Outros poderiam afirmar que não é bem assim, mas não entendem como poderiam viver a sua emotividade na organização, pois da última vez que tentaram fazê-lo acabaram demitidos. Para ilustrar o que estou querendo dizer, imagine o que aconteceria com um executivo que, diante da impossibilidade de resolver um problema qualquer, tivesse que assumir, junto aos seus superiores imediatos, o fato de não ter a competência solicitada para realizar aquela tarefa. Assumir as próprias emoções é um pouco poder admitir duas verdades: "às vezes preciso de ajuda" e "não sou o dono da verdade". Isso, sabemos, nem sempre é feito de maneira assertiva. Como poderemos então buscar a criatividade, que é sinônimo de inovação, ou mesmo o bom relacionamento interpessoal, a tão propalada inteligência emocional, a liderança servidora, a comunicação, a assertividade, a resiliência, entre tantas outras competências humanas necessárias para que a organização caminhe, sem que se permita o pleno exercício da vida emocional na empresa?
A maioria dos programas voltados para o desenvolvimento de lideranças, encontrados atualmente no mercado, busca ensinar essas competências. Contudo, fica a dúvida sobre a sua real eficácia. Ao retornar para a empresa, desconfio que essas lideranças não devam encontrar um ambiente propício para aplicá-las.
Voltando um pouco mais ao que disse Julio Olalla, talvez os líderes e demais profissionais que detenham poder e influência na organização, não estejam conseguindo, de forma assertiva, manifestar suas principais necessidades. Sem esse reconhecimento explícito fica difícil iniciar, como apontou o coach chileno, qualquer diálogo importante. Para o desenvolvimento das competências técnicas, creio que já existam boas escolas e cursos de pós-graduação. Podemos também aprender boa parte dessas competências no próprio trabalho. No entanto, parece que tudo isso não deve estar ajudando muito as empresas a cumprir com a sua verdadeira missão nesse novo mundo exigente e dinâmico. É preciso compreender que a diferença, de fato, está nas pessoas, como bem disse Peter Drucker: "São as pessoas que realizam o trabalho.
Não é o dinheiro, não é a tecnologia. Portanto, a principal tarefa do executivo é tornar as pessoas produtivas". Para que isso ocorra, penso que as empresas deveriam buscar alternativas que permitissem que as pessoas pudessem exercer o papel profissional sempre baseado na utilização das competências humanas citadas acima. Do contrário, passaremos um pouco mais de tempo vivendo a ilusão de que as pessoas, como muitas empresas gostam de afirmar, são os seus maiores ativos.
Gilberto de Moraes é Psicólogo, Coach, Consultor da Support Assessoria Empresarial em Ribeirão Preto/SP e Professor Universitário.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A empregabilidade



A empregabilidade baseia-se numa recente nomenclatura dada à capacidade de adequação do profissional às novas necessidades e dinâmica dos novos mercados de trabalho. Com o advento das novas tecnologias, globalização da produção, abertura das economias, internacionalização do capital e as constantes mudanças que vêm afetando o ambiente das organizações, surge a necessidade de adaptação a tais fatores por parte dos empresários e profissionais.
O termo empregabilidade foi criado por José Augusto Minarelli, no fim dos anos 90. Remete à capacidade de um profissional estar empregado, mas muito mais do que isso, à capacidade do profissional de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao mercado de trabalho.
Uma vez que para torna-se um bom profissional e um ser humano realizado, o indivíduo deve conciliar a sua função com a capacidade e paixão pelo que faz.
Competências:
preparo técnico; capacidade de liderar pessoas; habilidade política; habilidade de comunicação oral e escrita em pelo menos dois idiomas; habilidade em marketing; habilidade de vendas;
capacidade de utilização dos recursos tecnológicos.
Idoneidade:
A idoneidade implica em confiança de parte a parte e entre outros fatores, podemos considerar:
ética; conduta; correção; respeito.
Relacionamentos:
Quem conhece pessoas, adquire informações importantes e relevantes, uma pessoa cuidadosa registra seus relacionamentos. Guarda e cuida deles, retorna as ligações, que podem ser oportunidades de trabalho. Em termos profissionais é muito importante ter uma networking, uma forma de se manter conectado a sua rede de relacionamentos. Mantenha contato com essas pessoas.
Nem sempre é possível fazer reservas financeiras face ao período de desemprego. Avaliando existem vários tipos de desemprego: desemprego cultural, desemprego estrutural, etc.
Vários são os motivos que levam as empresas a demitir e as empresas também podem falir, dificultando, inclusive, que o empregado ou o trabalhador sobre qualquer relacionamento faça reservas financeiras.
Então, o que fazer? Acumular dívidas face ao desemprego não programado pode acontecer. Para isso, existem e devem existir os programas sociais de governo que garantem a inclusão do trabalhador no mercado de trabalho.
Os governos devem ter assistência social rápida e eficiente e o trabalhador, como consumidor, deve ser defendido a qualquer custo, pois, afinal, é uma pessoa.
Para que existem órgãos de defesa do consumidor, não é mesmo? Para que existem seguros na hora das compras, não é mesmo?
O bom empregador é um agente transformador.O bom empregador dá ou concede oportunidades de crescimento pessoal, profissional, financeiro inclusive.
O bom empregador não julga ou fica preso a idéias pré-concebidas. O bom empregador é aquele que faz diferença na vida de um profissional, aperfeiçoando-o em todos os aspectos.
No mundo globalizado, os empregadores não podem e nem devem ser tão rigorosos com padrões pré-existentes de vestuário. Afinal os funcionários tem orçamento , e , dentro desse orçamento uma parcela é para vestuário. Não podemos viver de aparências e sim de resultados profissionais importantes.
Os empresários devem olhar além da aparência procurando ver o potencial. As empresas precisam muito mais do que funcionários bem obedientes, precisam da capacidade "pensante" dos seus funcionários.
Muitas empresas absorvem padrões muito rígidos de beleza ou de aparência que torna o relacionamento empregado- empresa muito desgastante. O funcionário pode gastar além do seu orçamento em vestuário e pode contrair divídas maiores para sustentar um padrão de vida que pode sofrer modificações.
O vestuário está condicionado ao orçamento que está condicionado ao salário. Dentro do percentual do salário é que se gastará bem comprando roupas. O bom empregador até oferece bons convênios com lojas e hipermercados ou atacadistas para beneficiar seus funcionários.
Uma das características do bom patrão é de ser "protetor". O bom patrão entende que o funcionário agrega valor a sua marca e está disposto a valorizar seu funcionário.
O bom patrão está disposto a treinar, a educar e a transformar. O funcionário é produto também para a empresa. Então as empresas contratam quem tem restrições e cooperam para o crescimento pessoal dos indivíduos e sua integração na sociedade e enquanto estão empregados, sob o teto da empresa o favorecem.
As relações com autonomos também podem ser redefinidas dependendo do contrato que se mantêm com o mesmo. Há diferenças, o autonomo é um profissional que não é empregado da empresa, tem um relacionamento diferente com o empregador que depende da negociação.
Porém o autonomo também é um cooperador. Esta é a característica que o autonomo não pode perder- cooperar - porque deixará de ser um parceiro importante.
O autonomo não pode causar danos, dolos ou atribuir má fama as empresas aonde mantem relacionamento porque será desqualificado como profissional ou para relacionamentos com outras empresas.
Os contratantes observam muito a maledicencia do autonomo durante as contratações.
Ao contrário do que se pensa não é só o empregador que escolhe o empregado. O trabalhador desempregado escolhe minuciosamente também o bom empregador ou o bom patrão.
O trabalhador desempregado tem o direito de escolha sobre a empresa também, escolhe aonde enviar o curriculum e as empresas que lhe causam admiração.
Sempre procuramos patrões melhores do que nós mesmos seríamos, desejamos ter uma liderança forte, alguém capaz de nos orientar também.
Os empregadores de uma forma geral deveríam entender este "namoro" profissional que nunca tem fim. Podemos ser reintegrados a uma empresa, voltar a trabalhador com o mesmo empregador, ou prestar serviços sob outras formas para uma empresa com a qual já nos relacionamos.
O empregador nunca deve ter preconceitos, pois afinal é uma liderança transformadora do meio social.
Deve utilizar bons meios para "seduzir" candidatos "pensantes". Afinal o empresário de qualquer setor produtivo , produz "felicidade" com produtos, serviços ou gerando empregos.
Pode colaborar com o município aonde se instala e requerer também benefícios estabelecendo relacionamentos acima do esperado.
Afinal, todos nós temos a sociedade como objetivo. Viver feliz é uma necessidade.

A palavra é Empregabilidade

Esse nome a primeira vista e ou/lida nos parece estranho, entretanto é uma nomenclatura que vem sendo utilizada, basicamente com mais ênfase, a partir do início do século XXI e seguida, de perto, por outra que é a nossa conhecida “competência”.
Alguns críticos do sistema das competências lembram que “competências” referem-se aos indivíduos e não as funções desempenhadas. Pode-se observar uma clara transferência para o indivíduo a responsabilidade de garantir o acesso a uma colocação de efetivo trabalho como prova de sua competência.
Esse conceito é denominado de “empregabilidade”, pois é exigida do candidato uma série de capacidades e competências que forneçam condições indispensáveis para que ele se mantenha num mercado de trabalho, relativamente inconstante e sob condições mutáveis.

Percebe-se que não basta dominar as técnicas da profissão/função a ser desempenhada é necessário ir além. É preciso ter bons conhecimentos em temas como: inteligência emocional, ética, cidadania, controle das emoções, comunicação, empatia, domínio do nosso idioma entre outros, pois sabemos que a competência para os relacionamentos humanos dentro e fora de uma organização é indispensável para a nossa condição de seres “bem sucedidos”.
Entretanto, o aprendizado é individual, depende do interesse e esforço que cada um de nós empreendemos na árdua tarefa de adquirir novos conceitos e ainda conseguirmos gerar mudanças no nosso comportamento. Para tal é necessário uma generosa dose de coragem e ousadia, de continuarmos a corres riscos de errar e sermos capazes de tolerar as dores do fracasso. É a velha história dos 10% inspiração e 90% transpiração.
Os indivíduos estão hoje mais livres, mas definitivamente não estão mais leves, portanto manter-se de olhos abertos às transformações e aproveitar todas as oportunidades de crescimento pessoal que surgir no caminho é uma boa maneira de se manter na condição de “empregabilidade”.
Concluo com uma citação que li recentemente em que me foi solicitado que eu respondesse a seguinte pergunta: “O grande triunfador da vida tem mais ou menos derrotas do que o grande perdedor da vida?” É isso mesmo que você pensou. É um paradoxo. O grande triunfador da vida tem muito mais derrotas que o perdedor, pois este desiste no primeiro revés e o triunfador utiliza a derrota como degrau de aprendizagem para a conquista seguinte.
Sonia Mansur
Fonte: Portal Lista da Sandra Mara

terça-feira, 14 de abril de 2009

O enigma da longevidade



Planeje o Presente e Viva o Futuro - Julio Sergio Cardozo


Quando se fala em futuro, onde você imagina estar?
Que passos quer dar?
O que planeja fazer?
Com quanto dinheiro pretende viver?


Se você ainda não pensou em nada disso, está na hora de acordar para a realidade.
Ninguém mais vai cuidar do seu futuro do que você mesmo. Independente da sua fase na carreira, da sua situação financeira e da sua idade atual, agora é o momento de pensar em como você deseja viver lá na frente. Nascemos sob uma cultura que impõe 60 anos como idade limite para sermos produtivos. Depois disso, vem a hora de pendurar as chuteiras e a tão sonhada idéia da aposentadoria, como se esse momento fosse o melhor dos mundos. A rotina estressante do escritório, então, é substituída por atividades de lazer e viagens pelo mundo afora. Embora esse cenário seja considerado ideal por muitos, acaba se revelando um grande equívoco. Passado o período de transição, a sensação é de profunda angústia e depressão pelo vazio.
É quando o profissional se vê sem o sobrenome corporativo e aquela agenda de compromissos começa a fazer falta. E muita falta para boa parte dos executivos aposentados. Infelizmente, parece ser um hábito de nós brasileiros não nos prepararmos para o futuro.
Futuro que chega muito rapidamente e só aí é que vamos nos dar conta que nossa carreira chegou ao fim. Com o aumento da expectativa de vida, a longevidade surgiu como um dos grandes desafios a serem enfrentados. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em dezembro de 2008, mostra que os brasileiros viverão, em média, até os 72,6 anos. Um acréscimo de cinco anos em relação ao que se previa em 1992. Ou seja, a preparação para aposentadoria deve ser encarada como um projeto estratégico de vida, uma oportunidade para se dedicar àquilo que você sempre desejou. Raras são as pessoas que conseguem definir um plano de carreira quando estão no auge dela. E sabem por quê? Porque dificilmente têm coragem em reconhecer que a terceira fase da vida um dia vai chegar. É aquela velha história de que sempre acontecerá com os outros e nunca com você.
Pode ser o melhor momento da sua vida desde que você planeje desde cedo o que vai fazer. Seja aos 20, 30 ou 40 anos. O importante é ter consciência de que quanto mais cedo melhor. Você verá que sair de cena será menos traumático do que se imagina. Mas para isso é preciso não pensar apenas no aspecto financeiro, em ter um plano de previdência que garanta manter o mesmo padrão de vida. Acima de tudo, é imprescindível criar um propósito para o pós-carreira.
Se para uns a aposentadoria significa o fim, para outros, esse é apenas o começo de uma grande reviravolta. Aqueles que têm um espírito empreendedor enxergam na aposentadoria um passo para projetos mais amplos.Você pode não ter sido o ator principal da peça que representou durante anos no universo corporativo, mas pode, seguramente, tornar-se o ator principal de sua vida.
Julio Sergio Cardozo é CEO da Julio Sergio Cardozo & Associados e professor livre docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; http://www.cardozo-group.com/

Por que nos comparamos com os outros?



Isso atrapalha a carreira?
Por Karin Sato - InfoMoney

A comparação é uma forma de nos avaliarmos, explica a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa. Assim, no dia a dia, comparamos nosso emprego com o de conhecidos, os resultados que obtivemos na empresa com os dos colegas, e até mesmo salários.
"Estamos condicionados a fazer comparações o tempo todo e nem percebemos. Na família, no trabalho, na profissão, na sociedade".

A psicóloga afirma que, desde cedo, pais e professores estimulam a comparação, na esperança de motivar as crianças. "Eles separam os bons dos ruins, os melhores do restante. Há escolas que até mesmo distribuem os alunos nas salas, segundo suas notas", adverte.

Como nasce o sentimento de inadequação
O problema é quando a comparação se torna excessiva. Os resultados são a queda da autoestima, a perda da identidade, o aumento do grau de ansiedade e de insatisfação com relação à vida. Explica-se: a comparação excessiva com os demais leva a pessoa a perder o foco, no lugar de voltar a si própria e trabalhar seu potencial. Chega uma hora que ela passa a questionar quem verdadeiramente é e quais são seus pontos fortes.
"Não é raro os profissionais desejarem ser tão competentes quanto determinado colega ou conhecido. No final, por não conseguirem chegar ao patamar almejado, eles entram numa onda de negatividade e se anulam. A tendência é achar que não é bom o bastante, inteligente o bastante, carismático o bastante...".

A agressividade do mundo corporativo
Na nossa sociedade, ou se perde ou se ganha; ou uma pessoa é boa ou ela é ruim. Não existe um meio termo. No mundo corporativo, esse raciocínio fica ainda mais evidente. Iniciativas como o estabelecimento de metas ou mesmo o "funcionário do mês" denotam o quanto é necessário ser o melhor nos dias de hoje.
Pode não ser difícil se destacar e ser o melhor em um dado momento. A questão é: como manter isso? Que tipo de sacrifício o profissional que almeja ser o melhor sempre acaba fazendo? Outro problema é que, se ele é bom sempre, na primeira vez que se equivocar, se sentirá um completo fracasso, garante Clarice. E o pior: os outros poderão vê-lo dessa maneira, porque se acostumaram com seus acertos contínuos e o erro se torna algo bastante notável.
"Essa necessidade de, invariavelmente, ser o melhor está muito ligada à infância do indivíduo", diz a psicóloga. "Se, quando criança, ele foi estimulado a ser o melhor, o mais inteligente, e se os pais e os professores o desvalorizavam quando não era o melhor, então por toda a vida esse profissional tentará se destacar. E é de se esperar que tenha mais dificuldade de lidar com o fracasso".

Comparação positiva
Clarice alerta para o outro lado da história: o da comparação positiva. Há quem olhe para o outro e se motive, sabendo lidar com os erros e os fracassos. Ele não fica o tempo todo tentando ser quem não é. Portanto, não se sente inadequado ou inferior aos outros. E mais: quem se utiliza da comparação sabe de seus pontos fortes e volta para si mesmo.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Entrevistas & contatos


O QUE SE QUER SABER EM UMA ENTREVISTA?
Como as empresas buscam cada vez mais resultados, as entrevistas giram em torno das competências do profissional.
Por Marcelo Roemer Ferreira
O foco central do entrevistador é:você pode resolver meu problema? Para “medir” isso, ele vai fazer algumas perguntas que, aparentemente nada têm a ver com o cargo, mas que revelam a maneira como você lida com os problemas e as pessoas. Eis algumas delas:Quais realizações o deixam satisfeito?As realizações que a empresa quer ouvir são sempre profissionais e que envolvam resultados efetivos, criativos e que solucionaram problemas importantes para as empresas as quais você já prestou serviços. Ex: Há alguns anos, a empresa TAL apresentava sérios problemas por não ter representantes técnicos na área comercial. Eu recrutei engenheiros químicos, consegui convencê-los a serem de uma área comercial, treinei-os em um programa intensivo de 6 meses, e introduzi-os no campo comercial. Hoje, são desde gerentes de negócios até grandes representantes técnicos comerciais em empresas de porte e do ramo de embalagens. Tenha sempre em mente duas ou três realizações para comentar.Qual o último livro que você leu?A pergunta subliminar é Você tem o hábito de Leitura? Pode ser que suas leituras de livros estejam atrasadas, mas você lê constantemente jornais comuns e artigos especializados, revistas (Exame, Você S.A., Veja, etc...). Comente, então, os artigos mais recentes. Nunca cite “O pequeno príncipe”, dramaturgias comuns e banais; sempre volte-se para literaturas que irão desenvolver seu potencial profissional. Em tempo: nunca vá a uma entrevista sem ter lido o jornal do dia. O que mais o atrai no cargo que estamos oferecendo?A possibilidade de ter novos desafios a serem atingidos e, conseqüentemente, crescer como profissional.Qual você acha que pode ser a sua contribuição a esta empresa?Fale de RESULTADOS. Dedicação, comprometimento, honestidade, tudo isso é OBRIGAÇÃO, você já deve trazer de casa, junto com diploma. Mais uma vez: o que interessa é RESULTADO. Esta é a oportunidade para você se estender um pouco mais sobre as habilidades e competências mais interessantes para o cargo que você está concorrendo. Por exemplo: acredito que minha capacidade de negociação possa ajudar a empresa a prevenir ou resolver conflitos (se for para a área de RH), obter contratos mais favoráveis (se for para a área financeira), etc.No mais, mostre-se entusiasmado, atento e prestativo.
Saiba “escutar” as perguntas do recrutador.
Cause uma boa impressão
Toda entrevista é fundamentada em três partes que giram em torno do(a) entrevistado(a): vida familiar, social e profissional. A primeira impressão é a que fica. Você nunca terá uma segunda chance se não causar uma primeira boa impressão. Preste atenção nessas dicas.
A aparência:Toda empresa deseja um funcionário que venda saúde e disposição. Tanto a aparência física, quanto a própria vestimenta terão enorme importância nesse "primeiro" contato. Convém, no dia da entrevista, colocar sua melhor roupa. Ela deve ser discreta e harmoniosa. Evite roupas complicadas e coloridas, assim como os excessos de detalhes e bijuterias. Fique longe dos decotes, roupas justas, transparentes e ousadas. Dê preferência a um conjunto de saia (a altura do joelho) e blazer, ou qualquer outra roupa que imponha discrição e seriedade.
Excesso de maquiagem e perfume são condenáveis assim como aparecer com a cara lavada. Use uma maquiagem que condiza com o clima, com a roupa e com a própria personalidade. O penteado deve ser discreto quanto toda a produção ou, se possível, presos.
A educação:A maneira de entrar na sala, de cumprimentar, de se sentar, as atitudes, os gestos e movimentos, o tom de voz, a forma de se expressar... Tudo isso estará sendo avaliado atentamente junto com o seu grau de instrução e de cultura.
A simpatia:O carisma deve ser expresso do começo ao fim da entrevista. O jeito de ser, a personalidade, a expressão fisionômica, a forma natural e ponderada dentro de certos limites. O sorriso e o bom humor, continuam sendo os segredos do sucesso. O carisma, a segurança e as afinidades expressas neste primeiro contato ajudarão na pontuação final.
Espera-se do candidato:- Boa apresentação (a embalagem valoriza o produto);- Desinibição: não sentir-se intimidada ou nervosa;- Mas não leve ao pé da letra a frase "fique à vontade";- Determinação de ideais e perspectivas profissionais;- Confiança pessoal e profissional;- Competência, motivação, espiritualidade;- Tenha ambição, mas moderada. Nunca vá com muita sede ao pote. A ambição, quando muito transparente ou, como meta e objetivos, pode assustar.
Vale a pena lembrar que, ao final da entrevista, tudo será analisado e somado resultando na "pontuação" necessária para o candidato.
Como falar sobre a vida pessoal ?
Parte do que somos hoje são características herdadas de nossa família, de acordo com nossa criação e educação. O alicerce básico de integridade, honestidade, as normas de conduta e de caráter são frutos dessa criação. Às vezes, o entrevistador pode lançar um assunto que você não sabe como responder. Veja o que fazer em algumas situações.
Frustrações pessoaisConvém, no momento da entrevista, omitir as desgraças, frustrações, infelicidades e traumas de família que poderão emocionar o entrevistador, mas não será motivo para uma contratação. Poderá até mesmo causar dúvidas ou receios em relação à sua pessoa. Quem vem de uma família desestruturada emocionalmente pode criar suspeitas ou dúvidas sobre sua conduta nos relacionamentos interpessoais e profissionais.
Pais separados:O entrevistador não precisa saber os detalhes, motivos ou insatisfações de seus pais. Você não tem nenhuma parcela de culpa e nem deve se sentir infeliz ou insatisfeito com isso. Relate o fato e não a história em si.
Irmãos:Diga a verdade. Nunca queira demonstrar excesso de zelo (ou proteção) dizendo - ou insinuando - que todos dependem de você para sobreviver.
Marido:Se ele trabalha ou não, não importa. O que interessa é seu estado civil e não vida conjugal. Processo de separação ou, qualquer contratempo, não devem entrar na conversa;
Filhos:Cuidado. Fazer comentários sobre despesas extras, uma babá ou escola particular, por exemplo, pode dar a impressão de pedidos contínuos de aumento de salário ou de saídas freqüentes para resolver probleminhas corriqueiros.
Estudos:Se você não tiver concluído algum curso, por falta de oportunidade, sorte, dinheiro ou tempo, nunca diga que abandonou. Diga que parou de estudar provisoriamente e que retornará com suas atividades assim que possível. Se estiver cursando alguma coisa, deixe bem claro todos os horários.
Saúde:Algum tipo de alergia, cirurgia ou afins devem ser conversados e esclarecidos não só com o médico da empresa, como também com o próprio entrevistador.
Seus defeitos:Nunca seja sincera ao extremo dizendo que é estourada, que não leva desaforos para casa, que é nervosa e, muitas vezes, insegura.
Seu hobby:Se você adora cinema, teatro, festas, boates, danceterias, badalações, compras, dar presentes, viajar, etc, nunca revele com entusiasmo e determinação para o entrevistador. Ele poderá pensar que seu salário nunca será compatível com seus gastos e necessidades.
Sua personalidade:Nunca diga que faz qualquer sacrifício e que aceita qualquer coisa em nome da família que tanto necessita de você. Mostre que tem garra, força de vontade, interesse, determinação, integridade, respeito e que você e seus interesses estão em primeiro plano em sua vida. Primeiramente vem você e sua satisfação pessoal e profissional, seus estudos, seu trabalho, sua família... Policie-se: o entrevistador, por mais à vontade que possa lhe deixar, não é seu psicólogo ou terapeuta.
Vida profissional:Evite falar mal da antiga empresa, do chefe, dos clientes, dos colegas de trabalho... O fato de não fazer mais parte do quadro de funcionários da antiga empresa não te dá o direito de perder o respeito mútuo, sigilo, discrição e fidelidade. Saiba guardar mágoas, ressentimentos, injustiças, fracassos ou decepções à você mesma. Fale sobre seu desempenho profissional, rotina de trabalho, deveres, obrigações, sem a necessidade de soltar o "veneno" em relação a antiga empresa, chefe ou trabalho.

Fonte: livro "Relações Interpessoais", de Lívio Callado

Entrevista de trabalho

Entrevista de trabalho: a importância de saber como agir

Uma entrevista de emprego não se resume a responder uma dúzia de perguntas ou rezar para que seu currículo seja aceito. Aqueles 40 minutos, às vezes, dizem muito mais sobre você do que uma folha de papel cheia de dados (seu currículo). Se muitos profissionais, já empregados, têm dúvidas quanto à forma correta de agir em uma reunião ou até para manter contatos corriqueiros com seus superiores e colegas de trabalho, imagine quando você é o alvo de uma entrevista.
Dicas:
A etiqueta empresarial surgiu para te dar uma força nesses momentos de dúvida. Dominar determinada área técnica não é mais o único fator relevante para o sucesso profissional. "No mercado competitivo de trabalho, é exigido do profissional também a competência pessoal", afirma Lívio Callado, consultor de marketing pessoal e etiqueta empresarial, autor do livro "Relacionamentos Interpessoais". Podemos dividir nossas qualidades em dois patamares:
Competência pessoal- Sentir-se feliz e satisfeito(a) consigo mesmo(a);- Estar motivado todos os dias;- Amar o que faz;- Fazer sempre o melhor.
Competência profissional- Escolher a profissão certa;- Fazer cursos de aperfeiçoamento e aprimoramento;- Atualizar-se;- Aceitar desafios.
Mas não pára por aí. A imagem é e sempre será seu cartão de visita. Portanto, quando for batalhar um emprego, deixe em casa as roupas coloridas, transparentes e decotadas, as saias justas, as bijuterias grandes e pesadas, aquele terninho pink, o sapato velho e desgastado.
Outro fator que está diretamente relacionado com sua imagem na hora da entrevista é a comunicação. De nada adianta estar muito bem vestido, andar corretamente, cumprimentar as pessoas adequadamente, se, na hora de expor suas idéias na entrevista, só ouve-se erros de concordância verbal, gírias, piadinhas de mau gosto, interrupções constantes para contar vantagem (achando que isso enriquecerá seu currículo...), etc.
Antes da entrevista: planejamento
Uma boa noite de sono, a cabeça tranqüila e muito otimismo tornam-se indispensáveis nesse dia "D";
Sentir-se seguro(a) e acima de tudo apto(a) para responder perguntas e aceitar a idéia de ser analisado(a);
Chegue, pelo menos, com quinze minutos de antecedência. Um pequeno atraso, mesmo com justificativa, poderá ser desfavorável;
Crie uma atmosfera agradável à seu favor e uma torcida organizada dentro da empresa onde busca uma oportunidade de uma vaga, distribuindo sorriso e cumprimento a todos aqueles que lhe são gentis e prestativos: o segurança, a recepcionista, a copeira, a secretária... Eles saberão o porquê de sua ida até a empresa onde trabalham e poderão desejar-lhe "boa sorte" e, quem sabe, "boas vindas";
Não interrogue a recepcionista ou qualquer funcionário com perguntas indiscretas do tipo: "Veio muita gente para esta vaga?" "Você sabe o motivo da saída do ex- funcionário?" "Qual é o salário que a empresa está pagando?" E por aí vai...
Não esqueça de passar no banheiro para dar uma checada na aparência. Olhe a roupa, maquiagem, etc;
Decore o nome do entrevistador, isso causará uma boa impressão. Trate-o de forma cerimoniosa e respeitosa;
Esteja preparado(a) psicologicamente e emocionalmente para responder perguntas e para ser analisado(a) durante a entrevista. Mantenha o equilíbrio.
Durante a entrevista: objetividade
O futuro candidato é escolhido 30 segundos após sua entrada na sala do entrevistador. Não se esqueça: a primeira impressão é a que fica. Então, veja as dicas:
Ao ser anunciada, entre tranqüila, respire fundo e... deseje à você mesma boa sorte;
Não se desespere e vá entrando de vez na sala. Pare na porta, cumprimente e peça "licença" para entrar;
Mantenha sua expressão fisionômica leve e um sorriso sereno: o carisma é fundamental;
Não estenda a mão para o(a) entrevistador(a), espere que ele(a) tenha essa atitude;
Caso haja o cumprimento seguido de um aperto de mão, mantenha seus pertences no braço e na mão esquerda (se for canhota, na direita) para não causar embaraço e constrangimento na hora de dar a mão;
Não se esqueça da importância do aperto de mão, firme e natural;
Só sente se for convidada. Se não, permaneça em pé até receber o convite verbal para a atitude. Em seguida, agradeça;
Caso esteja com uma pasta, uma agenda, uma bolsa, uma maleta, ou qualquer outro pertence, não os coloque sobre a mesa do entrevistador. Mantenha-os sobre o colo, mas cuidado para não se sentir como se estivesse com um "escudo" de proteção. Havendo uma cadeira vazia, coloque sobre ela;
Por mais cansada, ansiosa ou tranqüila que possa estar, não sente na cadeira de qualquer jeito. Mantenha uma boa postura e a parte superior do corpo projetada um pouco para frente;
Não cruze os braços, evite a impressão de insegurança ou defesa;
Olhe nos olhos do entrevistador. Isso passa segurança e confiança;
Use todos seus sentidos e não se distraia durante a entrevista;
Não minta e, no caso de respostas comprometedoras sobre o antigo trabalho ou a antiga empresa, prefira omitir;
Evite gesticular muito com as mãos;
Durante a conversa, evite gírias, trejeitos e mascar chicletes;
Tatuagens também ainda não são vistas com bons olhos por algumas empresas. Se você tiver uma num lugar visível, tente cobri-la ou disfarçá-la (pelo menos no dia da entrevista);
Caso o entrevistador lhe ofereça uma xícara de café ou chá, não recuse por educação nem aceite por obrigação. Dizer "obrigado(a)" só não basta. Dessa forma não dá para saber se você aceitou a tal café ou não. O certo é: "sim, obrigado(a)" ou "não, obrigado(a)". Lembre-se: a xícara na mão direita e, o pires na mão esquerda. Os biscoitinhos poderão esfarelar sobre a sua roupa, portanto, é melhor recusar. Não seria elegante falar com a boca cheia nem ter que se levantar para sacudir as migalhas. Trata-se de uma entrevista e não de um chá informal;
Se o entrevistador não lhe oferecer água nem café, ou se você sentir necessidade de ir ao banheiro (por isso que é importante ir antes de entrar na sala), não interrompa a conversa. Deixe sua água, café ou banheiro para a hora que terminar a entrevista;
Se o entrevistador fumar e a fumaça te incomodar, o jeito é suportar até o término da entrevista. Se você tiver uma renite alérgica ou problema respiratório, mencione (com delicadeza e bom senso) essavê um cinzeiro na mesa do entrevistador, não seja o(a) primeiro(a) a acender o cigarro e também não peça permissão para fumar. Deixe o cigarrinho para mais tarde;
Se o entrevistador atender algum telefonema, não fique encarando-o(a) enquanto ele(a) estiver falando ao telefone. Disfarce abrindo sua agenda ou olhe em direção à janela. Se o assunto for demorado ou muito pessoal, convém levantar-se da cadeira deixando o entrevistador à vontade. Cabe ao entrevistador evitar receber continuamente telefonemas durante a entrevista para não interromper ou dispersar os assuntos e interesses em pauta;
Fale somente o suficiente;
Tenha respostas objetivas, claras e diretas.
Depois da entrevista: paciência
É o entrevistador quem encerra a entrevista. Talvez você ouça a famosa frase: "Vamos entrevistar outros(as) candidatos(as) e, em breve, lhe daremos um parecer". É ele quem tem a atitude de lhe estender a mão, agradecer sua presença, levantar-se da cadeira e acompanhá-la (ou não) até a porta de saída.
Mesmo que você ache que a entrevista não tenha sido tão boa, saia da sala da mesma forma que entrou: cabeça erguida, mantendo um sorriso discreto, agradecendo a atenção que lhe foi dispensada. Sinta-se tranqüila e tenha uma expectativa confiante "moderada" para não se decepcionar caso não tenha sido muito bem sucedida na entrevista ou no teste. Seja sempre otimista, não desista nunca, muitas vezes temos que bater em muitas portas para que uma delas possa ser aberta.
Mantenha a ansiedade sob controle, pois o dia seguinte pode ser um dos momentos mais ansiosos de sua vida. Se tudo correu bem, surge o nervosismo inevitável. Se houve incidentes, a desolação se instala. Antes de embarcar em atitudes desgastantes, descubra como manter o autocontrole.
Outro ponto importante é aceitar que há a possibilidade da desclassificação. Um processo de seleção envolve dezenas, centenas e até milhares de candidatos. Matematicamente, é grande a possibilidade de você não ser a escolhida. Mas, se isso ocorrer, não encare a tentativa como um fracasso pessoal.
E se o telefone não toca nunca? Nem para dizer que você está fora da seleção? A maioria dos entrevistadores não se preocupa em dar satisfação para os participantes de um processo de seleção, a não ser para os finalistas. E aí está um dos pontos de tormento dos candidatos. Experimente agir assim:
Espere 15 dias e telefone.
Fale que participou de tal processo e que continua interessada na oportunidade.
Espere mais três dias e tente de novo.
Não pressione com argumentos desesperados ou ameaças.
Fale apenas com o próprio recrutador que a entrevistou. Não adianta deixar recados com outras pessoas.
Também não deixe recados na secretária eletrônica dele. Um e-mail pode ser mais eficiente.
Não se deixe abater com a falta de resposta.
Se nenhuma das sugestões anteriores der certo, esqueça e se prepare para a próxima seleção.
Racionalize assim: enquanto houver muito mais candidatos do que vagas, o mercado não se preocupará com os sentimentos das pessoas. Se um dia, no entanto, chegarmos ao nível de pleno emprego tão sonhado, serão eles que correrão atrás de você.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Marketing Pessoal


Marketing Pessoal hoje, é a ferramenta mais eficiente de fazer com que seus pensamentos e atitudes, sua apresentação e comunicação, trabalhem a ser favor no ambiente profissional.
Além desses detalhes o cuidado com a ética e a capacidade de liderar, a habilidade de se auto-motivar e de motivar as pessoas a sua volta, também fazem parte do Marketing Pessoal.
.....As empresas de hoje analisam muito mais do que sua experiência profissional. A preocupação com o capital intelectual e a ética, são fundamentais na definição do perfil daqueles que serão parceiros/colaboradores.

Alguns detalhes merecem atenção especial:

  • Estar sempre pronto e capacitado para enfrentar mudanças;
  • Ter consciência da importância da atitude para a concretização de objetivos;
  • Saber focar os problemas e controlar a preocupação e os sentimentos de frustração e angústia;
  • Entender e acreditar a própria capacidade de realização e de superação de obstáculos;
  • Manter-se motivado;
  • Usar uma forma gentil e atenciosa de tratar as pessoas, de forma que ela trabalhe como seu diferencial;
  • Seja absolutamente pontual;
  • Preocupe-se com a objetividade e a honestidade para que você não seja traído com detalhes de menor importância;
  • Observe com cuidado a roupa que vai usar, adequando-a cuidadosamente à situação e ambiente; ela pode abrir ou fechar portas;
  • Preocupe-se com o seu linguajar, seu gestual e com o tom da sua voz. Evite gírias ou expressões chulas, controle suas mãos e braços, fale baixo e devagar;
  • Controle suas emoções mas não as anule, elas são muito importantes para mostrar o seu envolvimento ou comprometimento com o tema que está sendo tratado;
  • Cuidado com o uso do celular;
  • Não fale demais nem de menos.
Trabalhe sua imagem
(*) José Antônio Rosa
Muita gente competente passa uma imagem contrária e essa aparência negativa acaba por limitar suas oportunidades. É preciso ter cuidado para com a imagem e buscar eliminar dela qualquer item que possa trazer impacto desfavorável. A imagem é formada principalmente por:
.....a) aparência;
.....b) comportamentos;
.....c) comunicações;
.....d) resultados apresentados;
.....e) outros aspectos. .
Vários desses pontos podem comunicar a idéia de incompetência, irresponsabilidade, falta de comprometimento com as metas da empresa, desatenção, ou simplesmente distorcem a maneira como você é visto por outras pessoas.
Vejamos cada quesito individualmente:
Aparência.....Uma roupa espalhafatosa, ou mesmo casual demais, pode comunicar a idéia de que o sujeito é desleixado, desorganizado, inconseqüente ou rebelde.
Mas vale pecar pelo excesso de sobriedade do que pela falta dela
......Um acessório inadequado pode transmitir a idéia que o sujeito está na profissão errada (por exemplo, imagine um executivo uma pasta de esportista) ou que seu emprego não é sua maior prioridade (bonés de time de futebol etc.)
......Excentricidades em geral: um bigode ou cabelo mirabolante pode dar a idéia de que o indivíduo perde tempo demais cuidado da aparência e preocupando-se com picuinhas.
Comportamentos
.....Atraso crônico no término de trabalhos, reuniões, cumprimento de compromissos pode ter uma boa justificativa, mas, transmite forte idéia de descaso ou incapacidade de cumprir prazos
......Manter mesa atolada, ambiente desorganizado transmitem idéia de falta de controle. Da mesma forma, excesso de objetos pessoais podem atrapalhar na hora de construir uma imagem de comprometimento
......Resista à tentação de expor seus problemas pessoais no trabalho, além de dar margem a fofocas, você tira o foco das pessoas dos resultados que obteve.
Comunicações.
....Excessiva comunicação social, envio de e-mails não-profissionais dá a impressão de que o indivíduo não é firme no trabalho ou está com tempo de sobra
......Confusão em comunicar transmite idéia de amadorismo ou desconhecimento do assunto discutido
......Dificuldade de diálogo ou hesitação na hora de relacionar-se com os colegas demonstra falta de espírito de liderança e limita suas opções de crescimento.
Resultados apresentados
.....O relatório contém erros - e lá se vai a imagem de valor que ele deveria ter e com ela a credibilidade dos dados contidos
......Explicações muito longas na hora de apresentar indicam que a proposta não se sustenta sozinha. Seja objetivo e incisivo, explicando apenas quando for necessário
......A apresentação está rebuscada e enfeitada na proposta – e os outros ficam pensando que houve desvio de atenção e perda de tempo.
Outros aspectos
.....As companhias escolhidas pelo indivíduo afetam negativamente sua imagem, eventualmente. Lembre-se de que ao trabalhar em uma empresa você está associando-se aos sucessos e fracassos da mesma
......Esteja sempre informado de tudo o que puder sobre sua empresa. Dessa forma você nunca é pego de surpresa e comprova estar sempre alinhado aos objetivos da mesma
......Saber trabalhar sua imagem é uma competência em si, e deve ser desenvolvida para fazer seu trabalho aparecer. Então preste atenção em como você está sendo visto em seu emprego e assuma controle de sua imagem.
(*) José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.

Fonte: http://www.mulherdeclasse.com.br/

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